11 de agosto de 2011

QUANDO EU CHOREI, PLANEI PELO AR....



“Como é difícil meu Deus, viver uma aflição e ter 
a sensação de não sair dela”.

Quantas vezes nós falamos assim, né?!

Hoje vou contar a história de um jovem chamado Lúcio. Lúcio era um rapaz de 20 anos, que tinha uma vida perfeita; morava com seus pais Jorge e Luciana, e com seus irmãos mais novos, Luana, de 18 anos, e Lucas, de 16 anos. Era um filho exemplar, estudioso, inteligente e compromissado com suas atividades na igreja. Até então, para ele, nada poderia ficar melhor, pois ele tinha tudo o que ele queria e um pouco mais.

    Um dia, Lúcio chegou em casa com pulos de alegria. Sua mãe surpresa, perguntou o porquê de tanta euforia. Para a alegria de todos, Lúcio passou no vestibular para uma das melhores universidades de engenharia do país, a qual era o seu sonho de entrar. A felicidade desse jovem, não poderia ser maior você diria, né?!

   Porém, saindo nesse mesmo dia para comemorar com a família a sua aprovação no vestibular, aconteceu o inesperado: Lúcio e sua família estavam indo de carro a uma lanchonete escolhida por ele, que ficava mais ou menos do outro lado da cidade. Parando em um sinal fechado, o carro onde eles estavam é abordado por uma quadrilha que tentava roubá-los. No susto, a mãe de Lúcio bate no vidro, fazendo com que a pistola que estava na mão do assaltante disparasse. O tiro acerta Luciana, a mãe de Lúcio.

     Jorge, sem pensar muito, acelera o carro em direção ao hospital. Chegando lá, Luciana é levada às pressas para o centro cirúrgico pelos médicos. Assim, a aflição começa. A aflição se instala na família e no coração de todos os amigos da família. Médicos davam incerteza sobre a sobrevivência de Luciana, e Lúcio, clamava e clamava ao Senhor, para que salvasse sua mãe.

     Em certa noite, Lúcio recebe a notícia de que sua mãe acabara de entrar em coma e as chances de sobrevivência dela eram mínimas. Lúcio e sua família choravam, clamavam a Deus por um milagre.

     Em vista de tudo o que estava acontecendo, Lúcio começa a questionar-se sobre a existência de um Deus tão misericordioso e bondoso como ele sentia. Ele começou a colocar sua fé sobre a mesa. Lúcio começou a duvidar realmente se o Deus a quem ele servia era capaz de fazer algo pela sua mãe naquele momento.

      Vamos abrir um parêntese aqui:

Infelizmente queridos, o nosso coração nessas horas age desta maneira. Às vezes temos a sensação de quanto maior as aflições deste mundo, menor é a nossa fé. Mas é necessário que lembremos que Maior é aquele que está em nós.

  Temos que lembrar que em Jesus somos mais do que vencedores. Independente do que médicos digam, independente do que as pessoas falem, independente do que o mundo coloque na sua frente: em Jesus podemos ir muito além do que aquilo que pedimos ou pensamos. A Fé move montanhas. A Fé resgata almas para Deus. A Fé faz um paralítico andar e um morto ressuscitar.

A Fé é o " toque especial" de uma vida de santidade.     
Sem Fé, nada é possível... Nada!

    Lúcio, lendo sua bíblia, viu um versículo grifado à caneta que dizia: “No Mundo tereis aflições, mas fiques firme, pois eu VENCI o mundo”. Esse foi o momento em que ele mais chorou. Mas não foi um choro de desespero ou um choro de angústia, mas um choro de arrependimento por pensar, erroneamente, que Deus não era capaz de mudar tal situação.

     Lúcio começou nesse momento a fazer uma oração de perdão a Deus por colocar a sua fé em dúvida. E assim, em sua oração, coloca-se debaixo da vontade de Deus para qualquer coisa que venha a acontecer. Olhe a oração de Lúcio: “Na alegria ou na tristeza, eu louvarei ao seu nome em todo o Tempo, meu Senhor. Te louvo por tudo o que tu és”.

Por maior que seja a aflição, Deus sempre está conosco. E é por sermos filhos dele, que ele nos acolhe desta maneira, até nos momentos difíceis. Sua presença é tão maravilhosa, que nos sentimos como pássaros planando pelo ar. Mas sabe a partir de que momento sentimos esse acolhimento de Deus? Quando aceitamos à Jesus como Salvador e guia da nossa vida.

      Deus se comove com um coração aflito. Deus se preocupa com a aflição dos seus. Se preocupa ao ponto de não nos deixar desamparados. Deus não é um pai de meia boca. Deus é um pai completo. Deus é um pai que se preocupa com o nosso bem estar. Deus é um pai que se preocupa com os anseios e frustrações do nosso coração. O Meu Deus é um Deus que nos ama, e está disposto a todo tempo nos acolher em seus braços e nos fazer repousar em sua maravilhosa presença.

     A mãe de Lúcio, após uns dias, sai do hospital e volta para casa. Lúcio afirma que toda essa situação, foi um momento de Deus para sua vida, para realmente testar a sua fé.

O mundo tenta nos provar a cada dia, para vermos se vamos ceder às coisas deste mundo ou nos colocarmos aos pés de Deus. É necessário que tenhamos os nossos pés firmados em Deus neste momento, pois com Ele, voamos além do que podemos imaginar.

As aflições são difíceis?  
Sim! 

Mas com o nosso Deus, tudo se torna mais fácil. "O Choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã".

Que Deus nos abençoe!
#Biah












Agradecimento:  Wosney Souza

1 de agosto de 2011

De barro, porém honrado...


Mais uma vez estou aqui, nesta mesa, e as vezes tenho a impressão que nunca sairei. Eu te observo, vejo a expressão do seu rosto enquanto me modela, parece que sairá daqui satisfeito, como quem sabe o que está fazendo. Eu é que não entendo muito bem.

Porque antes de me colocar aqui, me fez passar por tudo que passei? E aliás, porque estou aqui há tanto tempo? Pelo jeito que me olha, que me amolda, era pra eu ser perfeito há muito tempo. E porque me desfez tantas vezes? Não pode me tirar da tua roda depressa? Eu sofro demais! Por quanto tempo ainda vai cortar o meu barro? Quando isso vai terminar? Parece que cada volta que tua roda dá, uma pontada enorme me atinge e algo de mim some, mas isso dói.

Finalmente sai da roda, e fui colocado na prateleira, mas sua feição não era das mais agradáveis. “Você quis assim, você pediu pra sair, eu não queria, você ainda está incompleto, está frágil, mas te respeito”, o meu Oleiro me disse. Eu queria ser comprado por alguém rico e enfeitar uma bela sala, e assim dar honra ao meu Oleiro que me desenhou tão bem. Mas não foi assim, fui usado por um tempo mas depois fui jogado de canto e esquecido por aqueles que me compraram. Eu achei que seria útil, que as pessoas me olhariam e se admirariam com minha beleza, mas ninguém me achou perfeito, e conforme eu ia caindo, tombando, algo em mim ia quebrando e lascando, até que caí pela última vez, e fiquei em pedaços no chão, e por fim me jogaram fora.

Mas que mãos são essas que me pegam tão suavemente? Eu conheço esse toque. Ele disse: “Vem, irei te refazer e você será meu, te colocarei em minha mesa”. Por que Ele insiste em mim? Como me achou e porque veio me buscar? Eu não presto mais para nada! Será que Ele ainda vê algo de bom em mim?

Ele me colocou na roda novamente, mas era diferente, não reclamava mais da dor, pois sabia o que já tinha enfrentado antes, e sabia que o propósito do meu oleiro era maior em me fazer algo lindo pra ele! Nem sinto mais a dor da faca, e parece até que cada corte me reconstrói. Agora eu percebo que meu oleiro sabe o que faz, ele tem em vista o meu futuro e cada desenho que faz em mim é pensando nele. Não mais quero sair desta roda a menos que seja para ser colocado na mesa de quem me recolheu mesmo estando quebrado, sem honra e nem alguém que me desejasse assim.

E ele me terminou e me colocou em sua mesa revestida de ouro. Porque eu insistie em ser comprado por alguém rico se o meu oleiro é dono de tudo? E porque insisti em sair do processo na metade se meu Oleiro me planejou e me quer assim?

Quando ninguém mais me achou útil, o meu Oleiro estava lá para me buscar. E agora vivo com Ele, recebendo a maior de todas as honras: ser dele! O meu Oleiro me fez conforme ele tinha planejado, cada detalhe. Mesmo quebrado, moído, Ele viu em mim valor. E ele me disse que sou um vaso de honra, e que em mim Ele guarda um tesouro! Que meu Mestre se orgulhe de mim, pois Sua obra Ele aprecia quando a termina assim.

“Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade.” (Jeremias 18: 3-4)

“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” 2 Coríntios 4:7


Que Deus continue em nós a obra...
#BIAH









Agradecimentos: Camila Zaponi
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